Donas da razão

Todos os casais discutem.

É normal, é saudável e só mostra que têm pontos de vista diferentes sobre certos assuntos.

Mas, e quando as discussões são sobre as crianças?

Quando existem dois pontos de vista realmente diferentes é possível chegar a acordo? Tem sempre um que ‘perder’ e o outro ‘ganhar’?

As mamãs realmente ouvem o outro lado? Ou são sempre as ‘donas da razão’?

Ter um filho é uma decisão conjunta, de preferência planeada e desejada. Este pequeno indivíduo só existe porque duas pessoas contribuíram para a sua concepção. Então, se é tudo a meias, se a responsabilidade é igual porque os pais, muitas vezes, são postos de parte?

A opinião de um pai, não pode e não deve ser menor que a da mãe.

Como mãe faço um esforço diário para manter o equilíbrio. Quando estava grávida pensava que estas tomadas de decisões seriam sempre feitas em conjunto e de repente descubro que não sai naturalmente. Que sinto que a minha opinião deve ser tida mais em conta afinal, eu sou a Mãe.

De onde vem esta necessidade de ‘comandar as tropas’ em relação às crianças?

E vocês? Como é lá em casa? Também são as ‘Donas da razão’?

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2 thoughts on “Donas da razão

  1. O papel de um pai é cada vez mais importante na vida de uma criança. Já lá vai o tempo dos homens machistas e preguiçosos que não mudavam uma fralda. Cabe à mãe perceber e tirar partido do pai que existe ao seu lado, contando com ele sempre e em todos os momentos. Ainda mais, deve perceber que nos primeiros meses da criança, seja pela amamentação, seja pelo cheiro da mãe, seja por outros factores biológicos e emocionais, muitas das tarefas diárias correm “melhor” quando o bebé sente que é a mãe a realiza-las. É preciso enquadrar o pai, deixa-lo fazer, permitir que erre e que aprenda, já que para tudo na vida é preciso prática e paciência. Depois cada papel do casal vai evoluindo e é normal que um seja mais “mimador” e outro mais rígido. Nas questões fundamentais, seja educação e valores, devem falar antes das decisões terem que ser tomadas. Com opiniões absolutamente contrárias, podem existir conflitos graves e até ruturas. Nessas situações devem fechar o ciclo, ouvir opiniões de familiares e amigos e depois decidir em consciência.

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    1. Concordo inteiramente, é cada vez mais importante e essencial. Lá em casa, o Z., tal como tu, com o nascimento do bebé optou por trabalhar em casa. Deixando espaço para eu desenvolver o negócio e permitindo um melhor acompanhamento nesta fase essencial, colmatando muitas das minhas falhas. As mães queixam-se muitas vezes da falta de ajuda mas muitas vezes são elas próprias que impedem uma participação mais activa por parte dos pais.

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