Escolhas!

Hoje quando vinha sozinha no carro a caminho do escritório dei comigo a pensar em como as crianças podem ser diferentes, ter gostos diferentes, ritmos diferentes e como os pais também assim o são.

Cada pai e mãe escolhe o caminho para os seus filhos. Normalmente essa escolha é aquilo que os pais acreditam ser o melhor.

Há argumentos, a favor e contra, para todas as escolhas que fazemos por eles.

Se há pais que infelizmente regressam ao trabalho ao final de 4 meses dos seus bebés terem nascido, e se os seus filhos não podem ficar com nenhum familiar, tem na balança que os seus filhos tem que ir para a creche ou para uma ama.
Para ambos os casos há vantagens e desvantagens.

Se os pais podem ficar com os seus filhos em casa, existem na mesma as dúvidas se essa é ou não a melhor opção.
E se sim quando devem os miúdos irem para o infantário? Aos 3 anos? Nunca?

Por cá ainda não se vê muito a “escola em casa”, nem sei se é permitido em Portugal estudar-se em casa.
Mas noutros locais, como nos USA por exemplo, os miúdos podem ter aulas em casa.
Mais uma decisão! Ir ou não há escola?

O que eu acho importante aqui é que os pais devem ser responsáveis pelas suas escolhas.
Ou seja!
Se eu escolho que o meu filho fica em casa comigo, eu sou responsável por lhe promover as ferramentas e os estímulos necessários para que se desenvolva e cresça!
Se eu escolho que o meu filho vai para a creche, eu sou responsável por estar atenta e por fazê-lo sentir-se seguro e amado. Se eu escolho, eu sou responsável pela escolha e por isso devo acreditar nela.  Porem se ela falhar, eu não devo ser culpabilizada. Pois acreditei que era a melhor escolha.

Acho ainda muito importante ressalvar que a escolha deve ser dos pais, não do pai ou da mãe.
Um pai não pode decidir que a mãe fica com o filho em casa, como uma mãe não pode decidir que um pai fica com o filho em casa.

Depois deste palavreado todo posso vos dizer que estive este tempo todo a distrair a mente disto:
“mãe desesperada entra no mar com as duas filhas…. 19 meses, 4 anos, morrem afogadas… alegados abusos e violência…a mãe sobrevive”….

Sobrevive? Como se sobrevive a isto? Quais são agora as escolhas?

Quais foram as escolha que estavam na  balança desta mãe?

O que importa a escola, a educação, se fica na ama, na avó, se é amamentada até aos 2 anos ou só até aos 2 meses…
O que importa é o amor, a segurança, a confiança…

E quando isso falha? quem nos ajuda? quais são as escolhas que temos?

 

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