Pequeno ditador

Uma coisa que sempre me incomodou em muitas famílias era o facto de se mandar calar uma mesa inteira porque o “menino” estava a falar! 

Acho importantíssimo que as crianças entendam que se deve falar à vez e que tal como os adultos as devem deixar falar, também as crianças devem deixar falar os adultos. 

Obviamente que quando temos um tagarela em casa esta tarefa é de uma dimensão gigantesca!! 

Assim embora seja necessário por várias vezes pedir para que deixe a mãe e o pai falarem um com o outro na maioria das vezes falamos em família com um discurso a três. 

Mas se nesta tarefa acho que os nossos esforços até estão a ir a bom porto noutras é o caos e sei bem que tenho um pequeno ditador em casa!

Ele diz quem canta, quem senta, quem veste, quem o tira da casa-de-banho!! E se muitas vezes isso até nos dá jeito :”olha está a chamar por ti para lhe limpares o rabinho. Ele quer o pai!”, outras vezes tira-nos do sério! Sabemos que está errado e tentamos contrariar, às vezes! Outras vezes cansados de gritaria ou choro acabamos por fazer o que ele quer! “Não canto eu, canta tu! ”

Ter noção desta pequena ditadura já deve ser um sinal positivo! (Deixem-me pensar que sim!)

Aos poucos vai-se contrariando, usando novas estratégias e abordagens e levando as coisas para o nosso lado. 

Ninguém disse que ser pais eram fácil nem que educar era pêra doce! Pois não? 

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9 thoughts on “Pequeno ditador

  1. Revejo-me neste post. O meu mais novo é isso, sem tirar nem por. Adorava conhecer algumas estratégias alternativas para aquelas ocasiões em wue já estou prestes a “arrancar os cabelos”.

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    1. Quando já estamos prestes a arrancar cabelos já há poucas alternativas! 🙂
      Às vezes converso, explico, outras tento dar a volta tipo: “Oh mas o papá canta tão bem! ” Ou “hoje é a mãe que está muito cansada e vai nanar contigo!” E ainda a campeã: “aí não queres comer? Ah mas eu vou comer tudo e vou ganhar!!”
      Sabendo que dar a volta também não é uma solução definitiva!
      Noutras alturas vai mesmo o ” tu não mandas filho e se a mãe diz que é para te sentares na tua cadeira é isso que vais fazer!”
      Também depende sempre da situação! Algumas com gritos ou não, não são negociáveis.
      E por aí? Quais são as estratégias?

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      1. O meu pequeno tem uma personalidade muito forte, costumo dizer “é touro e basta. ” 😃. As alternativas são escassas, por vezes o que funciona melhor é quase antecipar a sua reação, do género “faz lá birra.. Atira-te para o chão. ” Ele fica danado e não faz o que mandamos e acaba por fazer exatamente o que queremos. Sei que a estratégia é um pouco “torcida” mas é o que funciona melhor. 😏 Nós é que não estávamos habituados porque o nosso mais velho foi super fácil de criar.

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    2. O melhor é mesmo ouvi-los e deixá-los falar tudo, vai chegar a um ponto que se vão aperceber que estão todos calados, aí eles vão querer que falemos também, isto tem de ser com muito mas muita calma, pode demorar o seu tempo mas resulta….

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  2. Revejo-me neste post. O meu mais novo é isso, sem tirar nem por. Adorava conhecer algumas estratégias alternativas para aquelas ocasiões em wue já estou prestes a “arrancar os cabelos”.

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  3. Pois é educar 1 filho não é de todo uma tarefa fácil, mas educar 2…. Mas também há coisas positivas, no meu caso, por vezes até são as minhas filhas que começam os temas das conversas, e por vezes surpreendem-me. Lá em casa o diálogo é quase sempre a 5 (5 pois o piriquito também conta, como elas dizem o Zeca é da família).

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  4. Ahahaha…sim, dá muito jeito quando eles chamam pelo pai para ir limpar o rabinho, ahahah. Bem, lá por casa, a hora da refeição é o caos e são três pequenos ditadores. E as conversas entre mim e o pai estão sempre a ser interrompidas. Tento fazê-los perceber que se estivermos todos a falar ao mesmo tempo, ninguém ouve nada. E lá acabam por esperar pela vez. Quanto às ordens, depende um bocado da situação. É bom saber que eles sabem o que querem. Mas também é bom saberem que às vezes é a mãe ou o pai que manda, porque eles sabem sempre o que é melhor para os filhos. Lá em casa temos a “hora do dia em que a mãe manda”, que é normalmente desde o jantar até irem para a cama, fazem o que eu mando sem bufar, proque durante o dia tiveram oportunidade de escolherem e de mandarem em algumas coisas. Por isso, e para sermos todos justos (conceito que aprenderam na escola), eu também tenho que ter uma hora para ser eu mandar. E elas (o pequeno ainda não percebe bem, mas felizmente vai na onda das manas) conseguem entender. Às vezes, deixo-as decidir coisas mas condicionado, ou seja, dou duas ou três coisas à escolha, queres isto ou aquilo. Outras vezes, combinamos que agora não pode fazer aquilo, mas que depois de fazermos o que eu tinha planeado, já pode, também para entender que há tempos para as coisas. Outras vezes, estou tão cansada que os deixo fazer o que quiserem porque estou podre e sem capacidade de reacção. Outras vezes estou sem pachorra e acabo (erradamente) por lhes dizer que eu é que mando e nem explico nada nem dou hipótese para conversa. A paciência é o nosso melhor aliado e saber que estamos a fazer o melhor que sabemos por eles e também que não podemos ganhar sempre 😉

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